domingo, 31 de agosto de 2008

TRATAMENTO PARA FIBROMIALGIA: A ATIVIDADE FÍSICA É ESPECIALMENTE IMPORTANTE!!!

A fibromialgia não tem cura, porém exercícios físicos ou tratamentos psicológicos são feitos para o controle da Síndrome. Para a reumatologista 'Isabella Coutinho', "o tratamento da fibromialgia já começa durante a consulta, onde estabelecemos uma boa relação envolvendo atenção valorizada das queixas, e adquirir a confiança do paciente que nos procura".

Depois disso vem o tratamento medicamentoso, onde os profissionais recomendam antiinflamatórios, que não melhoram efetivamente as dores. 'Cacilda', uma paciente, iniciou o tratamento à base de cortisona, vitaminas e remédios manipulados. Depois de um tempo, sua médica recomendou exercícios físicos, para fortalecer os músculos e diminuir a dor. A fisioterapeuta 'Adriana Barros', trabalha em uma clínica onde há atividades para portadores da Síndrome: "Costumo dizer que o paciente não pode se dar o luxo de não se exercitar. A atividade física regular é o único tratamento capaz de restaurar a pessoa para uma vida normal", disse Adriana.

Os exercícios variam de acordo com os sintomas apresentados. Dependendo das causas da Síndrome, o paciente necessita fazer o que os especialistas chamam de higiene do sono. Esse tratamento é multidisciplinar e envolve diversos profissionais. Nesse caso, é necessário um nutricionista para o controle da alimentação e também um fisioterapeuta para coordenar os exercícios físicos feitos sempre antes de dormir. Caso sejam fatores psicológicos, o essencial é que o paciente procure um psicólogo para um tratamento adequado. Os médicos recomendam remédios como antidepressivos, relaxantes musculares e anticonsulvisantes. "Mas não deve deixar de fazer os exercícios físicos", destaca Heymann. O pilates é uma das formas que contribuem para o controle da Síndrome. Inicialmente há um aquecimento para melhorar o aporte sanguíneo para os músculos e tendões, permitindo uma melhor resistência física para os exercícios. Depois desse aquecimento, o paciente é sujeito a diversos exercícios, de acordo com seu limite de resistência. "No final fazemos alongamentos e exercícios de respiração para que o organismo relaxe e volte ao ritmo normal", relata.

A acupuntura é uma outra opção, porém como complemento dos exercícios que o portador esteja praticando. "O paciente precisa dos exercícios físicos ou tomar os remédios recomendados para diminuir a dor", explica o reumatologista. Após o início do tratamento medicamentoso, a médica de Cacilda recomendou o pilates para fortalecimento de seus músculos. A aposentada iniciou os exercícios e não teve nenhum tipo de reação, somente uma melhora. "Eu parei de tomar cortisona e tomo vitaminas. Mensalmente vou ao reumatologista e continuo com os exercícios", disse.


No site www.fibromialgia.com.br há depoimentos de portadores a respeito de como souberam que estavam doentes, quais os diagnósticos que sentiram, os tratamentos e resultados. Além disso, o paciente pode entrar em contato com profissionais e saber sobre a evolução do tratamento de fibromialgia no Brasil e no mundo.

Conheça exercícios de alongamento usados para o tratamento de portadores de fibromialgia!

Colaboraram:•Reumatologista Isabella Coutinho Teixeira Batista: Downtown - Avenida das Américas, 500 - Bloco 20, sala 213. Contato: (21) 3433-7555.

(http://www.guiadasemana.com.br) Reumatoligista e Presidente do Comitê de Dor, Fibromialgia e outros Reumatismos de partes moles da Sociedade Brasileira de Reumatismo - Dr. Roberto Heymann.

•Fisioterapeuta Adriana Barros: Postura Vital - Rua Paula Freitas, 78, Grupos 202 a 204. Copacabana - Rio de Janeiro. Contato: (21) 2545-5504 e (21) 2545-5509.


"Pessoal, vamos então aos Exercícios Físicos, que são de extrema importância! Acreditem, e não esqueçam:'o paciente de fibromialgia não pode se dar ao luxo de não praticar exercícios físicos, pois a atividade física regular é o mais importante tratamento capaz de restaurar, de restabelecer, a pessoa para uma vida normal, com sua rotina de atividades!' ... Mas para que isso aconteça precisa acontecer, primeiro, a tua ajuda, em começar e persistir nos exercícios!!! ... Vamos à LUTA??! ... Vou estar torcendo e rezando por vocês!!! Um grande abraço a todos os portadores e suas famílias!" (Luiza)

domingo, 24 de agosto de 2008

"CAUSA DA FIBROMIALGIA!!!"

"A doença é um conflito entre a personalidade e a Alma"(Edward Bach) - Contato: Skype: marilena.rodriguez - MSN: marilena.rodriguez@hotmail.com - E-mail: liberdadedeser@gmail.com


FIBROMIALGIA (CAUSA!)

CAUSA: Arrependimento pela omissão ou pela dedicação excessiva aos outros!

O termo FIBROMIALGIA significa dores nos músculos, afetando também os ligamentos e tendões. Outra definição é Síndrome Dolorosa Crônica. Essa doença acomete principalmente as mulheres entre 30 e 50 anos.

O diagnóstico é difícil em razão de suas características específicas. Até o momento, a síndrome de fibromialgia não aparece nos exames laboratoriais, por isso o diagnóstico depende principalmente das queixas ou das sensações corporais que a pessoa relata ao médico.

Os principais sintomas associados à fibromialgia são: dor difusa e generalizada pelo corpo, presença de onze a dezoito pontos dolorosos, fadiga, rigidez matutina, alterações do sono. Para ser caracterizados como fibromialgia, esses sintomas devem estar ocorrendo nos últimos três meses.

Por se tratar de um processo de dores musculares, o padrão metafísico (emocional) equivale ao descrito no ítem anterior, mas numa intensidade muito maior do que aquela apresentada nas dores musculares.

Na fibromialgia, a pessoa sente-se extremamente arrependida por ter sido omissa nas situações passadas, vítima da falta de apoio e de consideração dos outros.

Foi displicente com as necessidades próprias para atender às solicitações alheias; arrepende-se por ter feito para os outros aquilo que deveria ter feito para si mesma.
Encontra-se angustiada por não ter tomado as medidas cabíveis que mudariam todo o curso de sua vida.

Esses sentimentos corroem a pessoa, comprometendo a capacidade de atuar na realidade presente e impedindo-a de alterar os acontecimentos desagradáveis.

Ela imagina que, se tivesse agido de outra maneira, as coisas não estariam tão confusas.

No passado houve muitas chances, mas ela não contava com o incentivo daqueles que estavam à sua volta. Por isso não assumiu uma conduta diferente, fazendo o que era necessário naquela época.

Sem apoio, não teve força para agir!

Hoje não se conforma por ter se omitido tanto, e ter delegado poder a quem não fez jus à confiança que ela depositou.

O que essas pessoas precisam compreender é que Não tinham firmeza suficiente para encarar uma situação e atuar nela sozinhas, pois não contavam com a colaboração dos outro.

Não eram independentes nem determinadas para ousar proceder de maneira contrária àquilo que era estabelecido no meio em que viviam.

Tinham também as crenças que foram incutidas pela sociedade, dificultando ainda mais suas ações. Por causa delas, sentiam-se culpadas quando tinham de desagradar alguém ou não podiam atender aos caprichos dos outros.

A atitude de se auto-condenar com as cobranças é tomada porque a pessoa não leva em consideração seus próprios limites daquela ocasião, pois ela não era madura o suficiente para um confronto com algo tão radicalizado na realidade ou com alguém de grande expressão no ambiente.

O constrangimento absorve aquele que não se dá força nem cultiva o auto-apoio.

Mas isso é conquistado com o tempo, faz parte do processo de amadurecimento, que soma experiências, elevando a auto-estima, despertando o amor-próprio e fortalecendo a segurança, até que finalmente a pessoa está apta a tomar as rédeas da própria vida.

Assim que começa a agir e promover muitas mudanças, experimenta a agradável sensação do poder sobre o próprio destino. Nesse momento começam a surgir alguns pensamentos torturantes, como: “Por que só agora?”, “Quanto tempo perdido!”, “Como fui ingênua e ter acreditado nos outros a ponto de delegar a eles o poder de me fazer feliz!”

Essas atitudes, em vez de fortalecer a pessoa e beneficiar sua nova condição de vida, ao contrário, enfraquecem-na.

Esses pensamentos vão minando a atuação no presente, dificultando recuperar tudo que foi perdido e impedindo a conquista de resultados promissores na vida profissional ou afetiva.
Esse estado interior se intensifica a ponto de se tornar uma condição dolorosa, desencadeando o processo 'somático' em forma de FIBROMIALGIA. Consciente de sua realidade, é preciso ser madura o suficiente para não se deixar consumir pelos fracassos nem pelos sentimentos de derrota.

Também não se deve apoiar na doença para justificar a dificuldade e atuar nas situações ao redor. Mais do que nunca, a pessoa precisa de disposição e muita energia para reverter as coisas ruins da realidade e criar novas oportunidades.

LEMBRE-SE: 'tudo ocorre no momento oportuno'; nunca é tarde para agir e mudar o curso de nossa existência.

Para conquistar aquilo que almejamos, precisamos ter disposição para agir, vivacidade para estabelecer vínculos que venham a se somar aos nossos propósitos e, principalmente, sustentação interior para consolidar nossas conquistas na vida.

Antes éramos entusiasmados com tudo, mas não tínhamos maturidade para agir com coerência nem vivacidade suficiente para os esquivar de certas coisas que atrapalham nosso progresso.
Alcançar prematuramente os objetivos, antes de ter um aprimoramento interior, necessário para manter aquilo que foi conquistado, pode ocasionar seguidas perdas.

Mais importante do que conquistar algo na vida é mantê-lo, estendendo aquilo por longos períodos, perpetuando algo de bom, como a felicidade ou ter algum bem material.

ACREDITE: você nunca esteve tão preparado(a) para o sucesso como agora. Inicie uma nova trajetória, manifestando seu potencial. Revele na realidade os potenciais latentes em sua alma.
Dessa maneira você não se fere, mas fortalece seu interior, aprimorando a capacidade realizadora e criando condições para se tornar uma pessoa realizada e feliz.

Há certas atitudes que são extremamente importantes para ser praticadas, como fazer aquilo que se gosta e o que realmente dá prazer.
Mesmo sendo pequenos gestos, já representam significativos passos para se obter a satisfação pessoal a vida!!!

( por MARILENA RODRIGUEZ)

Site: http://terapiafloralon-line.blogspot.com/2008/07/39-fibromialgia-ii.html

quinta-feira, 21 de agosto de 2008

"UMA QUESTÃO DE ATITUDE!" (Autor: Desconhecido!)

*A Águia!*

A águia é a ave que possui a maior longevidade da espécie. Chega a viver 70 anos. Mas para chegar a essa idade, aos 40 anos ela tem que tomar uma séria e difícil decisão.

Aos 40 anos ela está com:

* As unhas tão compridas e flexíveis, que não conseguem mais agarrar as presas das quais se alimenta.

* O bico alongado e pontiagudo em curva.

* As asas apontando contra o peito, envelhecidas e pesadas em função da grossura das penas.


Voar é muito difícil! Então, a águia só tem duas alternativas:

1) Morrer...

2) Ou enfrentar um dolorido processo de renovação que irá durar 150 dias.


Esse processo consiste em voar para o alto de uma montanha e se recolher em um ninho próximo a um paredão. Após encontrar esse lugar, a águia começa a bater com o bico em uma parede até arrancá-lo. Após arrancá-lo, espera nascer um novo bico, com o qual vai arrancar suas unhas. Quando as novas unhas começam a nascer, ela passa a arrancar as velhas penas.

Após cinco meses sai para o famoso vôo de renovação e para viver, então, mais 30 anos!!!

Assim é nossa vida. Muitas vezes, temos de nos resguardar por algum tempo e começar um processo de renovação. Devemos nos desprender de lembranças, costumes e outras tradições que nos causaram dor. Somente livres do peso do passado, poderemos aproveitar o resultado valioso que uma auto-renovação sempre traz! ...

Existem momentos em que devemos fazer escolhas, e tomar decisões para que possamos continuar! .....

Afinal tudo é uma questão de 'ATITUDE'!!!

*MENSAGEM PARA UM DIA FELIZ!*(Charles Chaplin)

Hoje levantei-me cedo, pensando no que tenho a fazer antes que o relógio marque meia-noite! É minha função escolher que tipo de dia terei hoje!

Posso reclamar porque está chovendo ou agradecer às águas por lavarem a poluição! Posso ficar triste por não ter dinheiro, ou me sentir encorajado(a) para administrar minhas finanças evitando o desperdício!

Posso reclamar sobre a minha saúde ou dar graças por estar vivo(a)! Posso me queixar dos meus pais por não me terem dado tudo o que eu queria, ou posso ser grato por ter nascido!

Posso reclamar por ter que ir trabalhar ou agradecer por ter um trabalho! Posso sentir tédio com o trabalho doméstico ou agradecer a Deus por ter um teto onde morar!

Posso lamentar as decepções com amigos ou me entusiasmar com a possibilidade de fazer novas amizades! Se as coisas não saíram como planejei, posso ficar feliz por ter hoje para recomeçar!

O dia está à minha frente, esperando para ser o que eu quiser! E aqui estou eu, o escultor que pode dar forma! ...Tudo depende só de mim!!! ...

"SEJAM MUITO FELIZES!!!"

quarta-feira, 20 de agosto de 2008

"CARTA AOS NOSSOS QUERIDOS FAMILIARES E AMIGOS!"

*Para Tentar Ajudá-los a Compreender Melhor o que Significa Viver com Fibromialgia!*


Gostaríamos que soubesses que a pessoa que te é querida sofre de dores agudas que variam de dia para dia, ou de hora para hora, sem podermos prever! É por isso que, muitas vezes temos que cancelar, à última hora, aquilo que combinamos, e gostaríamos que entendesses que isso é tão desagradável pra ti como pra nós! Queremos que saibas, que também nós temos que aprender a aceitar o nosso corpo com as suas limitações, e que isso não é fácil! Não há cura para esta doença, mas tentamos aliviar os sintomas diariamente! Não pedimos para ter este mal, esta Síndrome! Muitas vezes sentimo-nos confusos(as), e não podemos lidar com mais tensão do que a que já temos! Agradecemos se não acrescentares mais tensão ao nosso corpo! ..... Embora pareçamos bem, não nos sentimos bem! Temos aprendido a viver com uma dor constante na maior parte dos dias! Quando nos vês felizes, não significa necessariamente que estamos sem dor, significa simplesmente que estamos tentando lidar com ela! Algumas pessoas pensam que não é possível estarmos tão mal, se parecemos bem! A dor não se vê! Esta é uma doença crônica “invisível”, e não é fácil viver com ela!

Entende, por favor, que se não trabalhamos tanto como antes, isso não significa que sejamos preguiçosos(as). O cansaço e a dor são imprevisíveis e obrigam-nos a fazer alterações no nosso estilo de vida! Algo, que parece simples e fácil, pode não ser para nós e causar-nos muito cansaço e dor! Às vezes ficamos deprimidos! Mas quem não se deprimiria com uma dor forte e constante?! Sabe-se que a depressão tem a mesma frequência nestas doenças que em qualquer outra dor crônica. Não temos dor porque estamos deprimidos, mas ficamos deprimidos devido à dor e à incapacidade de fazer o que gostaríamos! Também nos sentimos mal quando não existe apoio e compreensão dos médicos, familiares e amigos!

Por favor, dá o teu apoio e ajuda pra minorar a minha dor!! Podemos dormir toda a noite, mas não descansamos o suficiente porque temos um sono de má qualidade, o que aumenta a dor que sentimos. Não nos é fácil permanecer na mesma posição por muito tempo, mesmo que estejamos sentados. Causa-nos dor e leva tempo pra recuperar. Por isso, às vezes, não participamos em atividades que sabemos que nos iriam prejudicar, outras vezes, participamos, sabendo que temos de assumir as consequências! Não estamos perdendo o juízo mesmo que, às vezes, nos esqueçamos de coisas importantes, ou fiquemos no meio do que estávamos dizendo, ou nos esqueçemos do nome de alguém, ou digamos uma palavra trocada! ... Estes são problemas cognitivos que fazem parte da doença, especialmente nos dias em que temos mais dor. Parece estranho tanto para ti como para nós. Se rirmos juntos, ajudaremos a manter o nosso senso de
humor!

A maioria das pessoas que sofrem dessa doença, conhecem-na melhor do que os próprios médicos, pois fomos obrigados a nos informar, para entender o nosso corpo! Assim, se recusamos conselhos não é porque não apreciemos a ajuda das pessoas ou não queiramos melhorar, mas sim porque nos mantemos informados, e tratamos o que nos vai sendo possível!

Sentimo-nos muito felizes quando temos um dia com pouca ou nenhuma dor, quando consegui-
mos dormir bem, quando conseguimos fazer algo que não temos conseguido, ... enfim, quando nos entendem!!!

Apreciamos sinceramente tudo o que tens feito, e podes fazer por nós, incluindo o teu esforço para te informares e nos entenderes. ... As pequenas coisas significam muito para nós, e necessitamos, muito, que nos ajudes! Sê gentil e paciente!!! ...

Lembra-te que dentro deste corpo dolorido e cansado, estou eu! E estou tentando aprender a viver, cada dia, com as minhas novas limitações, e a manter a esperança de que amanhã será melhor!!! ... Ajuda-me a rir e a ver as coisas maravilhosas que Deus nos dá!!! Obrigado(a) por teres lido esta carta, e por me dedicares o teu tempo! ... Talvez, agora, possas compreender-me melhor!!! ... Agradeço, de todo o coração, o teu interesse, amor e apoio!!! ...

(Adaptado de uma carta de Bek Oberin)
Fonte: www.myos.pt/

* Meus queridos 'Portadores da Fibromialgia', com essa carta/desabafo que estou postando, espero do fundo do coração, que o relacionamento de vocês com todas as pessoas a quem amam, melhore sensivelmente, e que não existam mais dúvidas de que, apesar desta doença ser invisível, ... ela é real, ... ela existe, e ... infelizmente, com muita intensidade!!! ... E que também os senhores médicos, principalmente os do INSS, aqueles que fazem a perícia, sejam mais sensíveis, mais humanos, e mais solidários, quando estiverem frente a frente com uma pessoa que tenha fibromialgia, ou qualquer outra doença "crônica e sem cura, ainda", e que além de defenderem, ou estarem a favor desse órgão público, se lembrem que também são seres humanos, e por isso, não estão livres de, a qualquer momento, também desenvolverem essa Síndrome, e passarem por tudo que esses pacientes fibromiálgicos sentem, e relatam nas suas perícias!!! ....

Um exemplo:" Minha irmã com Fibromialgia, Fernanda, depois de uma crise fortíssima, com dores horríveis e mais tantos outros sintomas, tomando remédios bem fortes, inclusive corticóide, e ainda tendo dificuldades em caminhar, subir escadas, e principalmente em desenvolver as atividades que o seu trabalho exige, fazendo a sua primeira perícia, aqui em Rio Grande, interior do estado do Rio Grande do Sul, teve ainda que escutar do médico perito, que mal olhou pra ela, que nem olhou no seu rosto, nos seus olhos, o seguinte, entre outras coisas: "ah! essa doença não incapacita ninguém, e é uma doença que ninguém vê ..." ..."e dor?! .... essa dor é invisível, ... não aparece, portanto não incapacita ninguém ao trabalho!" .... Quanto desrespeito, quanto descaso, quanta falta de humanidade e de compaixão! .... E infelizmente, todas essas pessoas que precisam da perícia do INSS e de seus peritos, que devem se achar imunes a qualquer dessas doenças, ... têm que se submeterem a essa HUMILHAÇÃO, como se ainda NÃO estivessem falando a verdade!!!!!

*POR FAVOR SENHORES MÉDICOS PERITOS DO INSS, PONHAM A MÃO NA CONSCIÊNCIA E TENHAM MAIS HUMANIDADE E ... MAIS CORAÇÃO!!! NINGUÉM ESTÁ LIVRE DE NADA!!!*

*Um grande abraço, muita força, garra e coragem a todos os "bravos" Portadores da Sindrome da Fibromialgia!!! Que Deus sempre os abençoe e proteja!!!*

Luiza Novo!

quarta-feira, 13 de agosto de 2008

'OS 10 MANDAMENTOS PARA QUEM TEM DORES CRÔNICAS!'

SÃO ELES:

1) Não queiras fazer aquilo que não podes, nem permitas que os outros façam o que tu deves fazer.

2) Escolhe e pratica atividades sensoriais, ou inteletuais que a doença não limite.

3) Adapta, dentro do possível, os locais onde te encontras, com ajudas técnicas, que substituam os músculos afetados.

4) Organiza-te com aqueles que tenham problemas semelhantes aos teus. Aumentarás a tua força.

5) Encontra a maneira de ser útil a quem te rodeia. A colaboração reduz o esforço.

6) Não permitas que a depressão, o abatimento e a indiferença te dominem. Pioram o teu estado e não conduzem a nada.

7) Faz da tua imaginação a ferramenta que te permita escapar ao isolamento que te provoca a doença e junta-te a nós.

8) Não te sintas inferior por seres diferente, reivindica o teu direito a ser feliz como qualquer outro ser humano.

9) Procura nas tuas próprias crenças a força necessária para ir p’rá frente. Descobrirás que o melhor de ti não pode ser afetado pela doença se tu não quiseres.

10) Não percas nunca a esperança. Ninguém encontrou ainda a cura destas doenças mas um dia destes ela será encontrada. Quanto melhor tu viveres, melhor poderá ser a tua ajuda neste sentido.

Fonte: Myos - Associação Nacional Contra a Fibromialgia e Síndrome de Fadiga Crônica.
Site - http://www.myos.pt/ - Portugal

"ENFRENTAR E ULTRAPASSAR A DOR CRÔNICA!"

OS 10 PASSOS PARA ULTRAPASSAR A DOR CRÔNICA:

A dor crônica é um problema sério mas, se torna freqüentemente pior pela má informação, atitudes e opiniões negativas, ideias ultrapassadas e emoções negativas. Reconhecemos que a dor crônica é frequentemente mal gerida, não porque faltem tratamentos adequados mas por causa do medo e da ignorância. Estes passos foram criados para o/a ajudar a lidar, mentalmente, com a dor crônica da melhor maneira possível.

1 – Assegure-se que compreende que espécie de problema a dor realmente é!
A dor crônica é diferente dos outros problemas médicos, que podem freqüentemente ser tratados de modo relativamente fácil e com sucesso. A dor crônica é uma doença complexa, causada e mantida por uma combinação de fatores físicos, psicológicos e neurológicos. Estas causas múltiplas tornam difícil localizar uma causa específica da dor, ou determinar qualquer tratamento. A dor é também freqüentemente desacreditada ou mal tratada por causa da bagagem de idéias antiquadas sobre a dor - para o exemplo, a dor cuja causa física é desconhecida, é muitas vezes deficientemente tratada. Isto apesar do fato, que o papel dos fatores neurológicos signifiquem que a dor pode ocorrer na ausência de causas externas e que tal dor não deve ser ignorada ou considerada anormal.A instituição médica tem-se esforçado para enfrentar o desafio da dor, e reconhece agora que este problema não pode ser superado sem combinar a contribuição de outras disciplinas, tais como a psicologia e fisioterapias. A dor é também uma experiência subjetiva que é impossível medir exatamente. A dor envolve uma gama de reações emocionais incluindo ansiedade, medo e depressão.

2 – Aceitação!
A dor crônica é tão terrível que, às vezes, é mais fácil pretender escapar desejando que nunca tenha acontecido, ou em esperar uma cura milagrosa. Embora persistentes, estas reações comuns à dor podem realmente tornar-se uma armadilha. Você necessita enfrentar a realidade de o que aconteceu, e achar maneiras construtivas de tratar dela. A aceitação significa mais do que apenas intelectualmente saber que você tem a dor, significa na realidade permitir a si próprio/a que sinta a ansiedade, o medo, a raiva e o desgosto que vêm com a dor. A aceitação é um processo que requer progressivamente admitir e reconhecer todos os seus sentimentos, admitir as suas necessidades de ordem física e emocional.De modo a aceitar e superar as emoções negativas associadas com a dor crônica, você tem que ter segurança e apoio adequados. Segurança significa que tem o controle adequado sobre a sua dor com a combinação correta da contribuição de tratamentos médicos, físicos e psicológicos. Apoio significa, que tem o apoio emocional adequado da família e dos amigos, o que lhe dá um sentimento de contenção e segurança.O produto final da aceitação é dor reduzida, paz interna, menos ansiedade e maior capacidade de lidar com a dor.

3 – Assuma o controle!
Depois de muitos meses ou mesmo anos de dor e de tratamentos falhados, é fácil deslizar e sentir-se desesperado/a e que nada pode ser feito. Quem sofre de dor é freqüentemente vítima de tratamento negativo e é fácil acabar sentindo-se irritado/a e vitimizado/a. Existe freqüentemente alguma justificação para se sentir assim.Talvez você não tenha causado a dor, e talvez você não esteja feliz com alguns aspectos do seu tratamento, mas imagine - a vida não é justa! Culpar outros pelos seus problemas, por justificado que seja, transforma-o/a numa vítima e é como entregar o controle da sua vida! Você está permitindo a si mesmo/a deixar-se conduzir pelas suas emoções, mas você na realidade tem escolha. Tome o caminho fácil (que não é realmente assim tão fácil) e simplesmente culpe os outros, ou tome o controle e obtenha informação, comunique-se corretamente com o seu médico, praticando estratégias de gestão da dor, tais como exercício regular, regulação do rítmo, relaxamento e gestão do stress!Você precisa decidir se quer ser uma vítima ou um/a sobrevivente, um/a passageiro/a ou um/a condutor/a. A sua dor é problema só seu, de mais ninguém. Você tem direitos, e mesmo responsabilidades ao mesmo tempo, de saúde e paciente. Pela a dor crônica ser difícil de se detectar ou medir, você necessita ser um participante informado e ativo no seu tratamento.Não tenha medo de fazer perguntas, não tenha medo de dizer ao médico o que pensa e o que quer, não tenha medo de pedir alívio da dor mais forte!

4 – Tenha uma boa relação de trabalho com o seu médico!
Um relacionamento aberto e confiante com o seu médico é essencial. Significa poder dizer ao seu médico como se sente, fazer perguntas e sentir-se escutado/a e compreendido/a. O relacionamento do médico/paciente deve ser em dois sentidos. Embora você confie na opinião profissional do seu médico para o tratamento, ele depende de ti para obter informação exata em que baseie as suas decisões. É sua responsabilidade descrever os seus sintomas tão exatamente quanto possível e relatar a respeito dos resultados do tratamento, mesmo se desfavoráveis.A insuficiente queixa da dor é uma das maiores causas da má gestão da dor. O relacionamento médico/paciente pode ser minado por má comunicação, ignorância, arrogância e medo. Por exemplo, muitas pessoas têm na verdade, receio de dizer ao seu médico como se sentem por medo de serem rotuladas, como fracas ou queixosas. Outros pacientes relatam, para minimizar a severidade da sua dor, porque não querem que o seu médico sinta que falhou!Deve sentir que pode falar ao seu médico, que ele escuta e o/a respeita, e que fica satisfeito/a, que ele está trabalhando competentemente e completamente no seu interesse. Você tem também o direito a mudar de médico se estiver descontente!

5 - Nunca ignore a dor!
No tratamento da dor crônica, tornou-se moda recomendar ignorar a dor (depois das investigações médicas estarem completas) na opinião, que é apenas dor, e não há nada fisicamente mal! Esta aproximação representa uma virada de 180º, da velha noção de prescrever repouso e ficar acamado, a favor de manter a atividade. A idéia é que, a inatividade conduz apenas à depressão e de qualquer modo não ajuda o problema.Contudo, com determinados tipos de dor, isto pode conduzir a um ciclo de agravamento, privação do sono, exaustão, dor e sofrimento aumentados, particularmente se é alguém que típicamente ignora a dor (ignorar a dor é naturalmente, o que causa a maioria de lesões por esforço repetitivo).O outro problema de ignorar a dor é que todas as vezes que a dor ocorre, ela deixa uma impressão permanente no seu sistema nervoso, um tipo de “memória da dor”. Estas experiências repetitivas de dor conduzem à super-estimulação do sistema nervoso e da geração de sinais espontâneos de dor, conduzindo a um ciclo de stress e dor. Há assim boas razões para querer evitar a dor, mas, mais uma vez, a inatividade total não é resposta. A melhor aproximação é de equilíbrio e com níveis de atividade regulados, e evitar o agravamento da dor indevida.

6 – Ter uma aproximação equilibrada da atividade física!
Pode ser tentador adotar uma aproximação de “não fazer nada”, na esperança que você possa evitar dor adicional. Como nós indicamos, como a dor crônica é causada em parte por mudanças neurológicas, evitar a atividade não parará a dor. Evitar a atividade conduz também ao enfraquecimento muscular e a um acumular de subprodutos nos tecidos, que podem realmente exacerbar a dor! Noutras alturas, pode sentir-se frustrado/a e forçar-se a terminar tarefas relativamente exigentes (por exemplo aparar a grama) que sabe que lhe irão doer mais tarde. Isto pode fazer com que você tenha que levar dois dias de descanso na cama para se recuperar. Esta aproximação “tudo ou nada” é disparatada e ineficaz a longo prazo.Precisa regular os seus níveis de atividade. Você pode fazer isto sozinho/a, por experiência, ou com um pouco de ajuda externa, na forma de ajuda profissional. O apoio e orientação de um profissional de saúde compreensivo, são muito desejáveis para manter a motivação e tratar dos medos e obstáculos ao longo do caminho!

7 - Durma!
A perda de sono causada pela dor, inadequadamente controlada, pode conduzir a um ciclo de fadiga, depressão e irritabilidade. A incapacidade de dormir, ou acordar sentindo-se cansado/a, são sinais que a sua dor não está sendo controlada corretamente. Desenvolver um padrão de sono reparador é essencial para lidar com a dor crônica. Melhorar o seu sono dar-lhe-á mais energia e ajudará a sentir-se mais capaz de enfrentar os problemas. Há muitas coisas que você pode fazer para começar a dormir melhor incluindo relaxar, talvez tomando um banho quente, escutar música ou colocar um dvd de relaxamento antes de ir dormir; auto- hipnose; um bom colchão; postura; medicação; e geralmente uma boa gestão do stress!

8 – Assegure-se que obtém apoio adequado!
Muitos doentes com dor crônica tornam-se isolados, alienados das pessoas amadas, colegas de trabalho e sociedade. O apoio social ou emocional inadequados podem conduzir ao isolamento, à depressão, e ao risco aumentado de suicídio! Pessoas que normalmente se orgulham de si próprias em ser independentes e não necessitar dos outros estão particularmente em risco!Infelizmente, as reações negativas dos outros podem desanimar os sofredores crônicos de falar sobre os seus problemas ou procurar ajuda! As reações não-apoiantes de pessoas em que você pensava que podia confiar podem ser muito decepcionantes, é outra coisa que cai no saco da “vida não ser justa”!A realidade, é que está fora de questão esperar poder lidar sozinho/a com uma doença crônica que lhe rouba a capacidade de amar, brincar e trabalhar. Ter o apoio emocional adequado aumenta extremamente a sua capacidade de resistir!Falar com a família e amigos próximos é vital. Uma conversa da família com o seu médico ou psicólogo pode também ajudar permitindo aos outros aprender mais sobre o seu estado, e falar sobre as coisas num ambiente neutro!

9 – Não espere que as pessoas que não têm dor compreendam como é!
É frustrante e irritante quando os outros parecem não compreender. Entretanto, como os pacientes de dor crônica não têm freqüentemente nenhuma lesão visível, é fácil para a família e amigos, em especial as crianças, esquecer-se de que há qualquer coisa mal. Podem também “esquecer-se” porque é difícil para eles ter que viver com o conhecimento que uma pessoa amada está com dor! Assim, não espere que as pessoas que não têm dor compreendam como é, e esteja preparado/a para ter que lembrar aos outros as suas limitações. Das crianças em especial, não se pode esperar que compreendam as implicações de uma condição como a dor crônica. É uma lição que terá que ser repetida muitas vezes!

10 – Perdoar a si próprio!
A perda de capacidades de trabalho, amor e prazer causadas pela dor crônica pode criar sentimentos de culpa e fracasso. Torne-se ciente das suas próprias expectativas, e de todos os sentimentos de vergonha ou culpa, e examine-os criticamente. O mais provável é você 'não ter' pedido para ter dores! Os sentimentos reprimidos de vergonha conduzem ao ressentimento, e emergem mais tarde como raiva. Sentir-se culpado/a pode ser também uma forma tênue de auto-indulgência, quando se auto-culpa, você está na realidade, sentindo pena de si próprio!Perdoar, e deixar partir a culpa, será mais fácil se você escolher uma aproximação pró-ativa, ao adotar estes 10 Passos! .... Mostre pra você mesmo/a que será capaz!!! ... Lute sempre a favor de você mesmo/a !!! ...

MYOS
Associação Nacional Contra a Fibromialgia e Síndrome de Fadiga Crônica.
http://www.myos.pt/

sábado, 9 de agosto de 2008

'PARA ALÉM DA FIBROMIALGIA!'

Há mais de vinte anos que luto contra as dores que se instalaram no meu corpo. Umas vezes generalizadas outras vezes localizadas em áreas como o pescoço, ombros, coluna lombar, etc. São dores que produzem um mal-estar geral, parecendo uma queimadura, ou picadas, ou formigueiros ou transforman­­do-se em dores lancinantes(profundas), acompanhadas de espasmos(contrações dos músculos).
Acordo muitos dias com uma fadiga intensa, mesmo tendo dormido toda a noite, ao levantar-me parece que um caminhão passou por cima de mim. Freqüentemente surge rigidez matinal. A rigidez pode ainda manifestar-se quando permaneço sentada ou de pé durante algum tempo, bastando para tal uma meia hora!
Sempre tive hipersensibilidade ao toque, bem como perturbações gastro-intestinais. As alergias têm vindo a se multiplicarem, relacionadas com vários alimentos (cítricos, bananas, morangos, agriões, mel, chocolate, carne de porco e seus derivados, como as margarinas, etc). A “síndrome das pernas inquietas” acompanhou-me sempre, desde que me conheço, tendo-se agravado na fase da menopausa. O frio tornou-se um suplício, pois há circunstâncias em que me parece que nada irá conseguir aquecer-me.
Os sintomas, com frequência variam em relação à hora do dia, podendo ter maior incidência matinal, agravando-se com a atividade física, com mudanças climáticas, com noites de insônia, com situações de stress.
Tornou-se difícil e muito penoso, para mim, o desenvolvimento das minhas atividades da vida diária (higiene, vestir, etc). Passei a evitar reuniões de trabalho, atividades de secretariado e no computador, ir ao cinema, assistir a eventos, fazer viagens, isto é, situações que me impedissem de mudar de lugar ou de posição livremente.
Tinha uma atividade intensa familiar, profissional, social e desportiva. Uma garra, uma força e alegria de viver que me ajudavam a transpor todos os obstáculos, acompanhadas de perfeccionismo, persistência e dádiva aos outros que, repentinamente, se foram esfumaçando e culminaram numa crise dolorosa, numa imobilização prolongada e numa profunda depressão. Esta, ocasionada por me ver incapacitada, por não encontrar tratamento eficaz para aliviar as dores, por sentir que alguns médicos não davam credibilidade às minhas queixas, mas acima de tudo, porque desconhecia o diagnóstico, ninguém me dizia o que eu tinha! Afinal o que tenho eu? O que se passa comigo?
Fui operada da coluna, a qual foi um sucesso, mas as dores cada vez se agravavam mais. Submeti-me durante mais de dez anos, a fisioterapia, hidroterapia, acunpuntura, ginástica de alongamento, yoga, dietas para emagrecer, a múltiplos exames, infiltrações, terapêutica anti-inflamatória, antialérgica, miorrelaxante ...
Todos os exames e análises eram normais, mas as dores continuavam e cada vez mais insuportáveis, a minha personalidade alterou-se, tornei-me uma pessoa revoltada e sempre irritada, ao ponto de me passar pela cabeça dar fim à vida!!!
A ansiedade começou a instalar-se, bem como a depressão, comecei a ter perturbações da atenção, da concentração e da memória, a não suportar ambientes barulhentos, e em situações de conflito a surgirem dores de cabeça, tipo enxaqueca e grande instabilidade. Sem resposta para as minhas angústias, sem alívio das dores, sem um diagnóstico que afastasse o fantasma de ter um câncer, incompreendida pela família, amigos e colegas! De médico em médico (neurofisiatra, neurocirurgião, neurologista, ortopedista e psiquiatra) saturada de tudo isto, a vida tornou-se um inferno e deixou de me interessar!
Mas, num relâmpago tudo se tornou claro e evidente!!! Num fim de tarde, enroscada no sofá, cochilando e tendo por fundo o som da TV, chamou-me a atenção a história de alguém que estava sendo entrevistada. Era uma mulher jovial, de meia idade, de olhos verdes muito expressivos, minha homônima, que fora professora como eu e cuja história de vida que descrevia, surpreendentemente, parecia a minha. Ela tinha FIBROMIALGIA!
Pouco tempo depois, finalmente, foi-me também diagnosticada fibromialgia grave instalada há mais de vinte anos, através da história clínica e observação médica do neurologista, que pôs em evidência os 18 pontos dolorosos, associados à fadiga, às perturbações acentuadas do sono, alterações emocionais, isto é, de acordo com os critérios de diagnóstico estabelecidos pelo American College of Reumatology (1990).

Graças ao conhecimento do diagnóstico (Fibromialgia):

»Iniciei um tratamento bem direccionado para os sintomas, mudei completamente a minha vida familiar, interrompi a minha atividade profissional e aprendi a lidar comigo mesma, com os outros e com as circunstâncias!

»Procurei informar-me e compreender a doença, de forma a desenvolver em mim as competências necessárias para lidar com a dor e os problemas que se renovam dia a dia!

»Decidi encontrar um novo rítmo de vida, uma nova forma de estar e, acima de tudo, viver o dia de hoje plenamente, e a empenhar-me no futuro, em vez de me debruçar e lamentar o passado!

»Selecionei e passei a desenvolver atividades sensoriais e intelectuais, compatíveis com as minhas capacidades, tendo em conta que esta doença é cíclica!

»Aprendi a lidar com a dor e a conviver com ela, fazendo todas as atividades diárias, por mais pequenas que sejam. Tendo sempre em mente, que mesmo um pequeno esforço, mas com alguma duração (ex: falar ao telefone) pode desencadear dores muito fortes!

»Passei a fazer só aquilo que posso fazer, quando posso e como posso, não permitindo que os outros tenham pena de mim ou façam o que eu penso poder fazer!
»Aprendi a ter coragem de dizer “não” às exigências dos outros, mesmo quando esse “não” me parte o coração!

»Sempre que necessito sei que encontro todo o apoio incondicional do médico que me fez o diagnóstico, o que me acompanhou ao longo destes anos e a médica escolar da minha instituição de trabalho. Sei que posso contar com o médico de família e com a sua equipe, e com a Associação Portuguesa de Doentes com Fibromialgia. Mas, acima de tudo, que devo contar comigo mesma e ter confiança em mim, nas minhas competências, e só assim “serei capaz de vencer a dor!

»Entreguei-me de alma e coração à Associação, contatando com pessoas que têm problemas semelhantes aos meus, e partilhando as experiências positivas e os êxitos face à doença. Tornei-me útil aos outros no sentido de melhorar a sua qualidade de vida e, assim, minorar o seu sofrimento! ...

Maria Fernanda Figueiredo Guerra
Professora da Escola Superior de Enfermagem de Coimbra/Portugal.
(Associação Portuguesa dos Doentes com Fibromialgia!)
APDF -(www.apdf.com.pt)

sexta-feira, 8 de agosto de 2008

PERGUNTAS & RESPOSTAS - FIBROMIALGIA

Perguntas e Respostas mais Freqüêntes sobre Fibromialgia:

1) O que é fibromialgia? A fibromialgia é uma síndrome clínica que se manifesta com dor no corpo todo, principalmente na musculatura. Comumente a fibromialgia cursa com sintomas de fadiga, intolerância ao exercício e sono não repousante (isto é, a pessoa acorda cansada). Nós, médicos, chamamos a fibromialgia de uma síndrome, pois ela é caracterizada por um grupo de sintomas sem que seja identificada uma causa única para eles.

2) O que causa a fibromialgia? Não existe ainda uma causa única conhecida para a fibromialgia, mas já temos algumas pistas porque as pessoas têm esta síndrome. Os estudos mais recentes mostram que os pacientes com fibromialgia apresentam uma sensibilidade maior à dor do que pessoas sem fibromialgia. Isto não é relacionado com o fato de se ser 'forte' ou 'fraco' para dor. Na verdade, seria como se o cérebro das pessoas com fibromialgia estivesse com um 'termostato' desregulado, que ativasse todo o sistema nervoso para fazer a pessoa sentir mais dor. Desta maneira, nervos, medula e cérebro estariam fazendo que qualquer estímulo doloroso seja aumentado de intensidade. Uma parte do corpo que estamos sempre machucando no nosso dia-a-dia é a musculatura. Em pessoas sem fibromialgia, estes pequenos traumas, distensões e tensões passam despercebidos. Na pessoa com fibromialgia as dores vindas destas lesões são amplificadas, e começa o grande 'círculo vicioso' dentro do músculo: a musculatura fica dolorida e contrai (tensiona) e esta tensão leva a mais dor, que tensiona mais o músculo, e assim por diante. A pessoa começa a não dormir bem (vide adiante) e não se exercitar, o que piora a dor muscular, mantendo o ciclo. Sintomas de depressão e ansiedade também podem piorar o quadro.A fibromialgia pode aparecer depois de eventos graves na vida de uma pessoa, como um trauma físico, psicológico ou mesmo uma infecção grave. O mais comum é que o quadro comece com uma dor localizada crônica, que progride para envolver todo o corpo. O motivo pelo qual algumas pessoas desenvolvem fibromialgia e outras não ainda é desconhecido.

3) A minha dor é real ou está só na minha cabeça? A dor da fibromialgia é real. Vários estudos experimentais avançados, que mostram o cérebro funcionando, mostram que os pacientes com fibromialgia estão sentindo dor e, além disso, que sentem mais dor do que pessoas sem fibromialgia. Também foram feitos estudos com o líquido que banha a medula e o cérebro (líquor) e foi visto que as substâncias que levam a sensação de dor para o cérebro estão de três a quatro vezes aumentadas em pacientes com fibromialgia, em comparação com pessoas sem o problema.Tanto pacientes quanto médicos parecem entender melhor as causas de dor quando existe uma inflamação, um machucado, um tumor, que estão ali, visíveis, causando a dor. Na fibromialgia é diferente; se tirarmos um pedaço do músculo que está doendo e olharmos no microscópio, não encontraremos nada - porque o problema está somente na percepção da dor.

4) Existem muitos casos iguais ao meu? Sim, existem. A fibromialgia é um problema comum, visto em pelo menos 5% dos pacientes que vão a um consultório de Clínica Médica e em 10 a 15% dos pacientes que vão a um consultório de Reumatologia.

5) A fibromialgia é uma doença nova? Não. A fibromialgia já é conhecida há mais de 100 anos, mas se davam nomes diferentes para ela e não havia um consenso de como fazer o diagnóstico da doença. O nome mais comum que se usava era 'fibrosite' . Em 1990, foram criados o que chamamos de 'critérios de diagnóstico' para a fibromialgia. O termo fibrosite foi abandonado, pois 'ite' indica inflamação e não existe inflamação na fibromialgia. A partir de então, o problema pôde ser mais bem estudado, o conhecimento sobre a fibromialgia cresceu, e mais e mais médicos começaram a fazer o diagnóstico de fibromialgia, o que fez aumentar o número de casos.

6) Como o médico sabe que eu tenho fibromialgia e não outro problema? O diagnóstico da fibromialgia é clínico, isto é, não se necessitam de exames para comprovar que ela está presente. Se o médico fizer uma boa entrevista clínica, pode fazer o diagnóstico de fibromialgia na primeira consulta e descartar outros problemas. O melhor profissional para avaliar o paciente com fibromialgia é o reumatologista, pois ele é treinado para fazer o diagnóstico das doenças que acometem os músculos e as articulações, não deixando passar doenças que possam ser confundidas com fibromialgia.O médico irá utilizar os critérios de diagnóstico da fibromialgia, que são: a) dor por mais de três meses em todo o corpo e b) presença de pontos dolorosos na musculatura (11 pontos, de 18 que estão pré-estabelecidos). Provavelmente o médico pedirá alguns exames de sangue, não para comprovar a fibromialgia, mas para afastar outros problemas que possam simular a fibromialgia, como hipotireoidismo, diabetes, entre outros.

7) A fibromialgia é um tipo de reumatismo? Esta é uma pergunta interessante, pois não existe um consenso do que seja um 'reumatismo', e cada pessoa tem uma idéia diferente quando pensa neste termo. Se considerarmos reumatismo toda doença estudada pelo reumatologista então sim, a fibromialgia é um tipo de reumatismo. Nós a classificamos dentro do grupo de 'reumatismo de partes moles', isto é, que não afeta as articulações. Vale a pena salientar que a fibromialgia NÃO é uma doença que afeta as articulações, e que NÃO existe o risco de deformidades ou perda de movimentos dos membros.

8) Por que eu demorei em saber que tenho fibromialgia? Muitas vezes, o diagnóstico de fibromialgia não está claro na primeira vez que o paciente vai ao médico. Outras vezes, o médico não está familiarizado com o diagnóstico de fibromialgia, e acaba fazendo outro diagnóstico. Felizmente, graças a programas de educação médica continuada, isto vem acontecendo cada vez menos.

9) A fibromialgia afeta mais mulheres do que homens? Sim. De cada 10 pacientes com fibromialgia, 9 são mulheres. Não se sabe a razão porque isto acontece. Não parece haver uma relação com hormônios, pois a fibromialgia afeta as mulheres tanto antes quanto depois da menopausa. A idade de aparecimento da fibromialgia é geralmente entre 30 e 60 anos. Porém, existem casos em pessoas mais velhas, crianças e adolescentes.

10) Por que eu acordo tão cansado, como se não tivesse dormido nada? A alteração do sono na fibromialgia é freqüente, afetando quase 95% dos pacientes. No início da década de 80 descobriu-se que pacientes com fibromialgia apresentam um defeito típico no sono - uma dificuldade de manter um sono profundo. O sono tende a ser superficial e/ou interrompido. Com o sono profundo interrompido, a qualidade de sono cai muito e a pessoa acorda cansada, mesmo que tenha dormido por um longo tempo. Isto aumenta a fadiga, a contração muscular e a dor.Por algum tempo, pensou-se que a alteração de sono era o que causava a fibromialgia. Hoje sabemos que este problema é conseqüência da dor, e não sua causa. De qualquer maneira, é algo que deve ser avaliado e tratado. Outros problemas no sono afetam os pacientes com fibromialgia. Alguns referem um desconforto grande nas pernas ao deitar na cama, com necessidade de esticá-las, mexê-las ou sair andando para aliviar este desconforto. Este problema é chamado Síndrome das Pernas Inquietas e possui tratamento específico.Isto também causa uma queda na qualidade do sono.

11) Como a depressão ou o nervosismo estão relacionados com a fibromialgia? A depressão está presente em 50% dos pacientes com fibromialgia. Isto quer dizer duas coisas: 1) a depressão é comum nestes pacientes e 2) nem todo paciente com fibromialgia tem depressão. Isto é importante, pois por muito tempo pensou-se que a fibromialgia era uma 'depressão mascarada'. Hoje, sabemos que a dor da fibromialgia é real, e não se deve pensar que o paciente está 'somatizando', isto é, manifestando um problema psicológico através da dor.Por outro lado, não se pode deixar a depressão de lado ao avaliar-se um paciente com FM. A depressão, por si só, piora o sono, aumenta a fadiga, diminui a disposição para o exercício e aumenta a sensibilidade do corpo. Ela deve ser detectada e devidamente tratada, se estiver presente. Muitos pacientes pensam que o tratamento da dor crônica melhorará a depressão, já outros pensam que o tratamento da depressão melhorará a dor. Não se deve perder tempo em questionar quem chegou primeiro; tanto a dor quanto a depressão devem ser tratadas de maneira independente, e o tratamento de ambas trará benefícios para o paciente.

12)Todas as dores que eu tenho são da fibromialgia? Não. Ter fibromialgia não livra a pessoa de ter outros problemas do sistema musculoesquelético, como bursite, tendinites, artrites. O médico saberá separar as coisas e tratar cada problema de maneira apropriada. Por outro lado, várias dores que a pessoa pense que são outros problemas podem ser só manifestações da FM. A musculatura é o sistema mais dolorido na fibromialgia, mas já existe evidência que vários outros pontos do corpo apresentam sensibilidade aumentada. Por exemplo, o intestino; o paciente pode ter dores abdominais, diarréias alternadas com períodos de constipação intestinal, caracterizando a Síndrome do Intestino Irritável. Da mesma maneira, a bexiga pode ficar mais sensível, com a pessoa desenvolvendo a necessidade de urinar várias vezes por dia; é a Síndrome da Discinesia do Detrussor, ou bexiga irritável.

13) Existe cura para a fibromialgia ? Infelizmente, ainda não. Porém, com o tratamento atual da FM é possível a pessoa experimentar ficar sem dor ou com a dor a um nível muito baixo. Os outros sintomas como a fadiga, a alteração do sono e a depressão também podem ser tratadas adequadamente. Mais do que em outros problemas, o tratamento da fibromialgia depende muito do paciente. O médico deve atuar mais como um guia do que somente uma pessoa que fornece remédios. É muito importante que a pessoa com fibromialgia entenda que a atividade física regular terá que ser mantida para o resto da vida, pelo risco de a FM voltar se esta atividade for interrompida.

14) Como a fibromialgia é tratada? O tratamento da fibromialgia divide-se em quatro pontos principais:

a) Exercícios: este é o ponto mais importante do tratamento. Costumo dizer que a pessoa com fibromialgia não se pode dar o luxo de não se exercitar. A atividade física regular é o único tratamento capaz de restaurar a pessoa para uma vida normal. Todos os outros passos do tratamento devem ter somente um objetivo: deixar a pessoa mais disposta para fazer atividade física. A atividade física deve ser realizada todos os dias, de duas maneiras: um exercício que mexa todo o corpo (aeróbico), como caminhar, nadar, correr ou praticar hidroginástica e exercícios que promovam o alongamento muscular. Os exercícios devem ser iniciados lentamente, e só depois de algum tempo é que se deve chegar ao tempo total: trinta minutos por dia. Mesmo depois que o paciente chegue a este nível de exercícios, pode haver uma demora de até um ano para que os benefícios comecem a aparecer. Por isso, quanto mais cedo se começar a atividade física, melhor.

b) Tratamento do sono: o objetivo é melhorar a qualidade do sono, não a sua quantidade. O paciente terá que acordar mais descansado do que quando foi dormir. Para isso, utilizamos remédios específicos para cada caso. Os remédios mais utilizados são os antidepressivos tricíclicos, como a amitriptilina. Geralmente são usados não em uma dose para a depressão, mas pequenas doses, próprias para o sono. A vantagem desta medicação é que ela não causa dependência física. Outra medicação usada é a ciclobenzaprina, que é um relaxante muscular. Ela já foi estudada na fibromialgia, e apresenta bons efeitos no sono, na dor e na fadiga. Outras medicações são utilizadas em casos de problemas específicos, como na Síndrome das Pernas Inquietas. Em casos de dúvida um estudo do sono (polissonografia) pode ser pedido.

c) Tratamento da dor: embora não exista um analgésico que tire toda a dor em um paciente com FM, este é um item importante no tratamento, pois o paciente deve ter a sua dor reduzida a um ponto que permita o início da atividade física. Este ponto tem sido mais valorizado desde que se descobriu que a dor dos pacientes é real. O tratamento deve ser iniciado com analgésicos leves, como o paracetamol e a dipirona, e outros analgésicos mais fortes podem ser usados se necessário. É muito comum que os pacientes esperem até o último minuto para tomarem analgésicos, quando a dor está 'insuportável'. Isto leva à piora da dor, pois a dor mal controlada leva à contração muscular, que leva a mais dor. A fibromialgia é um estado de dor crônica, e a dor deve ser tratada cronicamente, isto é, tomando-se analgésicos em horários pré-determinados. Em alguns pacientes, são encontrados na musculatura pontos de intensa contração muscular, semelhantes a pequenos caroços: são os 'pontos-gatilho'. Estes pontos são focos de dor, e pioram o quadro geral. Quando exercícios de alongamento não os resolvem, o médico pode lançar mão de técnicas de injeção de anestésico local nestes pontos, que geralmente são bastante efetivas.

d) Controle da ansiedade/depressão: como foi dito anteriormente, não se deve perder tempo pensando se as manifestações de alterações do humor, desânimo e tristeza são a causa ou a conseqüência da FM. Se estes sintomas estão presentes, devem ser tratados adequadamente. Na maioria das vezes, o reumatologista pode prescrever ansiolíticos ou antidepressivos para o paciente com FM; se o caso for grave, o paciente pode ser encaminhado para um psiquiatra. Existem técnicas psicológicas, como a terapia cognitivo-comportamental, que têm sido estudadas na fibromialgia, com bons resultados. São técnicas de manejo de estresse e de como lidar com as limitações que a fibromialgia traz à vida das pessoas. Estas técnicas podem ser usadas em pacientes com ou sem depressão.

15) Todos os médicos falam que eu devo fazer exercícios para melhorar da fibromialgia, mas eu não consigo, pois o pouco que eu faço já me causa muita dor no corpo. Isto é uma situação muito comum, principalmente no início da atividade física. É importante que o exercício seja iniciado de maneira lenta e gradualmente aumentado. Por exemplo, se a pessoa não está acostumada a fazer caminhadas, deve começar com 5 minutos por dia, e ir aumentando o tempo em 5 minutos toda a semana, até chegar a 30 minutos por dia. Não se deve ter pressa. Da mesma maneira, pessoas que faziam exercício e desenvolveram fibromialgia devem se acostumar com a idéia de que irá demorar um bom tempo até o retorno da capacidade física que tinham antes de desenvolver FM.A dor ao realizar-se atividade física pode também ser minimizada com o uso de analgésicos antes de se iniciar o exercício. Não se deve ter medo que o analgésico irá mascarar alguma lesão ou piorar a situação. Pelo contrário, o uso de analgésicos irá permitir um melhor aproveitamento do momento de exercício.

16) Por que mesmo sem ter feito esforço, e estando fazendo o tratamento, meu corpo volta a doer? Muitas vezes, apesar de tudo parecer bem, o corpo volta a doer - chamamos isto de 'crise' da fibromialgia. Não se sabe o motivo porque isto acontece. Porém, algumas vezes a pessoa pode ter feito um esforço desnecessário sem perceber. Pacientes com FM, no dia em que se sentem melhor, muitas vezes querem 'recuperar o tempo perdido' e passam a fazer tudo o que não fizeram na última semana, por exemplo. Isto leva a uma volta da dor. Da mesma maneira, atividades de repetição, como lavar e passar roupa, podem desencadear uma crise. Para evitar as crises é preciso dividir as tarefas de casa e do trabalho e fazer um pouco a cada dia, mesmo nos dias em que tudo está bem. Também é importante mudar o tipo de tarefa que se está fazendo, para sempre modificar o grupo de músculos que está sendo usado. Por exemplo, passar parte da roupa e depois ir dobrá-la, varrer somente um cômodo e arrumar as gavetas antes de passar para outro cômodo, etc... As crises da fibromialgia podem melhorar bastante com medidas simples, como repouso e um banho quente. O médico deve ser consultado para checar a necessidade de aumento ou mudança da medicação.

17) Por que eu tomo analgésicos e eles não funcionam? Infelizmente, o alívio com os analgésicos comuns não é total na fibromialgia. Isto acontece pois ainda não dispomos de medicações que ajam na sensibilidade aumentada do corpo em relação à dor. Os analgésicos agem bem em dores com causa conhecida, mas menos nas situações em que o próprio corpo amplifica a dor. Isto não significa que os analgésicos não estejam funcionando; muitas vezes, quando se retira o analgésico é que se nota o quanto ele estava sendo útil.

18) Existem outros tratamentos que podem ajudar? Vários tipos de tratamento já foram testados para a fibromialgia, e muitos deles não ajudaram. Porém, com o melhor entendimento do problema, novas medicações são esperadas em breve. A acupuntura é um método que pode ajudar em casos de dor localizada e resistente, e é recomendada com certa freqüência. Porém, deve se ter em mente que a acupuntura funciona somente enquanto o paciente está sob tratamento, e não tem um efeito duradouro. Recentemente, injeções endovenosas de lidocaína foram usadas em casos refratários, com resultados iniciais encorajadores.


Dr. Eduardo S. Paiva (Reumatologista Chefe do Ambulatório de Fibromialgia do HC-UFPR/ Curitiba/PR)
Apoio:
Sociedade Brasileira de Reumatologia / Sociedade Brasileira para o Estudo da Dor

Fonte:
(www.fibromialgia.com.br)

OI PESSOAL!

Estou começando agora o nosso Blog! Deixo esse espaço a disposição de todos aqueles que queiram falar alguma coisa, comentar, perguntar, colocar alguma mensagem! ...

Minha irmã, Fernanda(50), recebeu o diagnóstico de Fibromialgia, há alguns meses!

Ainda estamos todos sob esse impacto, mas querendo muito nos informar a respeito de tudo que pudermos sobre essa "doença silenciosa e invisível", ... mas que causa dores pelo corpo todo!!! E que, a pessoa precisa aprender a conhecer e a lidar com ela, sem ter MEDO! ... Mas como eu disse estamos todos da nossa família, ainda muito no início!!! Por isso eu conto com a ajuda de quem puder ou quiser, para nos dar informações, experiências e dicas! Contamos e esperamos, de verdade, que todos aqueles que tiverem contato com esse nosso Blog, nos deixem um pouquinho de sua solidariedade!!!

Um grande abraço a todos e muito obrigada!!!

Luiza!